COMO EQUILIBRAR O EGO ATRAVÉS DOS MANTRAS


Chidananda: Shiva Mantra


Conta à lenda que um garoto de oito anos (shankara) caminhava pelo Himalaia com o propósito de encontrar um célebre guru. Num dado momento dessa trajetória um encontro inesperado se deu, o jovem encontrou um sábio (Sri Govindapada), que lhe perguntou: “Quem é você”? O garoto, então, em resposta compôs, prontamente, seis estrofes o que é conhecido como poema Chidananda ou Atma Shatakam ou ainda Nirvana Shatakam. O Jovem mais tarde descobriu que aquele sábio era o guru a quem tanto procurava. A tradição oral relata que Sri Adi Shankara foi uma das almas mais sublimes que já encarnaram neste planeta. 

Hoje vamos ouvir esse poema em forma de mantra na voz angelical de Deva Premal com o objetivo de equilibrar nosso ego. Parafraseando Osho: não há como abandonarmos nosso ego, mas podemos entendê-lo. Convido você a refletir por que a sociedade quer nosso ego ativado e não nossa consciência? A superfície, o periférico, nos separa de nossa essência, da nossa consciência, do nosso centro, do nosso fogo interno. Sendo assim, onde quer que você esteja não se esqueça de si mesmo, pois quando paramos de olhar para dentro não nos percebemos, estamos num lugar, mas é como se não tivéssemos chegado e assim nos movemos para a inconsciência. Seria a consciência “rebelde” e o ego um “fantoche”?

Quando expandimos nossa consciência derrubamos o muro que nos separa de nosso autocontrole, do nosso autoconhecimento, despertamos para uma verdade que esteve o tempo todo ali na nossa cara: tudo começa em nós. Podemos assumir sem medo que não estamos o tempo todo certos, que não somos perfeitos, que erramos e mesmo assim nada disso nos impede de nos tornamos pessoas melhores não para competi, mas sim para nos sentir no caminho certo da evolução. Quando colocamos o ego em seu devido lugar nos despedimos da necessidade de nos curvar aos desejos dos outros que ferem nossa essência, conseguimos dizer não para o que não temos vontade genuína ou mesmo possibilidade real e tomamos atitudes livres de preconceito, assumimos nossa identidade mesmo que isso vá contra os estereótipos pregados pelo social como perfeitos. Admitimos e reagimos ao que precisa ser curado, percebemos nossa energia. Tudo isso não acontece de um dia para outro, mas posso te dá uma ótima notícia se você chegou até aqui o mais importante já começou dentro de você e transcender o ego é uma questão de permanecer seguindo em frente nessa estrada que você encontrou.

Os mantras são instrumentos poderosíssimos que podemos utilizar para melhorar varias áreas de nossa vida, observe que em cada uma das estrofes do mantra citado é repetido o verso “Chidananda Roopah Shivoham Shivoham” o objetivo disso é de ativar nossa consciência essencialmente pura e consequentemente libertá-la e protegê-la de tudo que possa aprisioná-la e ou adoecê-la. A palavra Shivoham vem do sânscrito e o seu significado é "eu sou Shiva". Shiva no hinduísmo é um dos deuses supremos que forma a trimúrti, a trindade divina hindu, muitos também o conhecem como “aquele que transforma e regenera”. Nosso ego é necessário por isso Shiva o não o destrói por completo, mas sim nos transforma de modo que saibamos lidar com ele da melhor forma. Shiva destrói a ignorância humana e todos os sentimentos ruins que alimentam o ego com seu tridente o trishula para que todos possam enxergar seu verdadeiro eu através do ajna chakra o olho que tudo vê. Mentalize: A porta do autoconhecimento está sendo, nesse momento, aberta. Esse é um mantra de cura e proteção da mente. Somos Luz. 


Autoria: Cigana Mah 🌷
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Coach Relacional na Consultoria: Astral Cigano


Ego


Letra do Poema/Mantra: 


Chidananda roopah shivoham shivoham 2x

Manobuddhi ahamkara chita ni naham / Nachashotre jiv-hey nachaghrana netre
Nacha vioma bhoomir na tejoe na vayu

Chidananda roopah shivoham shivoham 2x

Nachaprana saugno na vã puncha vayu / Navah sapto dhatoo navaa puncha koshah
Na waak pani paadam nachapasta paayu

Chidananda roopah shivoham shivoham 2x

Na me dvãsha rago na me lobha mo-hoe / Mado naiva me naiva matsarya bhava
Na dharmo na chartoe na kaamo na moksha

Chidananda roopah shivoham shivoham 2x

Na punyam na paapam na saukyum na dhukham / Na mantro na tirtham name daa na yug na ha / Aham bhoja namnaiva bhojyam na bhokta

Chidananda roopah shivoham shivoham 2x

Na mrootyur na shanka na me jaati bheda / Pita naiva me naiva maata na janma
Na bandhur na mitram gurunaiva shishya

Chidananda roopah shivoham shivoham 2x

Aham nirvekalpo nirakaara roopo / Vibureviapya sarvatra sarvendriyani
Sadame samatvah na muktir na bandha

Chidananda roopah shivoham shivoham 2x


Compositores: Kit Walker / Deva Premal / Miten

Tradução aproximada do original em sânscrito. 


1.1: Eu não sou a mente, nem a inteligência, nem o ego;
1.2: Eu não sou os órgãos da audição, nem os órgãos do paladar, nem os do gosto, nem os da visão;
1.3: Eu não sou o céu, nem a Terra nem o fogo, nem o ar;
1.4: Eu sou A Pura Consciência Sempre em Prazer (êxtase, felicidade, bem-aventurança); Eu Sou Shiva, Eu Sou Shiva.
Eu sou A Pura Consciência Sempre em Prazer, Eu Sou Shiva, Eu Sou Shiva.
2.1: Eu não sou o fôlego vital, nem os quatro tipos de energia vital;
2.2: Eu não sou nenhum dos sete elementos (do corpo), nem as cinco camadas (do corpo);
2.3: Eu não sou o órgão da fala, nem os órgãos para segurar (mãos), nem os de mover (pés), nem os da excreção;
2.4: Eu sou A Pura Consciência sempre em Prazer, Eu sou Shiva, Eu sou Shiva.
Eu Sou A Pura Consciência sempre em Prazer, Eu sou Shiva, Eu sou Shiva.
3.1: Eu não tenho ódio, nem apego, nem ganância, nem paixão;
3.2: Eu não tenho orgulho, nem inveja, nem ciúme;
3.3: Eu não sou limitado pelas leis do Dharma (dever da ação correta), Artha (prosperidade material), Kama (Desejo carnal) e Moksha (Iluminação espiritual) (as quatro metas da vida mundana),
3.4: Eu Sou a Pura Consciência Sempre em Prazer; Eu Sou Shiva, Eu Sou Shiva;
Eu Sou A Pura consciência sempre em Prazer, Eu Sou Shiva, Eu Sou Shiva.
4.1: Eu não sou limitado pelos méritos, nem pelos pecados, nem pelas alegrias mundanas, nem pelas tristezas mundanas;
4.2: Eu não sou limitado pelos mantras (sons sagrados), nem pelos locais sagrados, nem pelas escrituras, nem pelos sacrifícios;
4.3: Eu não sou o gozo (das experiências), nem os objetos de prazer (o experimentado), nem aquele que goza o prazer (o experimentador);
4.4: Eu Sou A Pura Consciência sempre em Prazer, Eu Sou Shiva, Eu Sou Shiva.

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