Somos Bailarinas

Que feridas você esconde? 


Você já viu uma bailarina profissional tirar suas sapatilhas de ponta depois de horas de ensaio? Não, essa não é uma imagem bonita, mas talvez o impacto aconteça por você ter se deixado levar apenas pela beleza contida no suave bailar desta. 

O belo contido no exterior, o sabor imaginado contido nas vitórias alheias cativa ao ponto de sentirmos o outro como uma máquina. Olha que contradição: os pés que transmitem leveza, paz e beleza, na verdade escondem feridos, calos e dores.

Olhe pra dentro de si, mas também olhe pra dentro dos outros, não veja as coisas apenas pelo lado exposto, pense no avesso, analise se tem valido a pena esconder as feridas que suas escolhas fazem eclodir todos os dias. Toda decisão nos leva a renuncias e nossa coragem em dizer não ao fácil e sim ao considerado difícil pede de nós autorresponsabilidade.

O preço do sacrifício está exposto nos bastidores, mas quem está lá quando se fecham as cortinas? Quem quer saber? Nós estamos lá e sabemos de cada passo e de cada dificuldade, mas isso não nos torna de ferro. 

Quantas vezes nós mesmos tentamos mascarar que está tudo bem, quantas vezes o ego nos faz não admitirmos que estamos nos automutilando? Enxergue a ferida, afinal ela tem sido parte da sua história, o cansaço faz parte da chegada. Divida as lágrimas, pois há quem pense que chegar ao topo é simples e que permanecer nele é fácil e indolor. O começo de toda cicatrização é enxergar-se e permitir que o outro nos enxergue como somos de verdade: humano.
Autoria: Cigana Mah 🌷
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Oráculista na Consultoria: Astral Cigano

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